ANEURISMA DA ARTÉRIA POPLÍTEA

 

 

 O que é?

É uma doença caracterizada por dilatação da artéria poplítea, situada atrás do joelho, que aparece, em geral, após os 55 anos de idade e acomete quase que exclusivamente nos homens. E o mais comum dos aneurismas periféricos.

 

 Quais são as manifestações clínicas dessa doença?

Os aneurismas popliteos podem evoluir sem provocar sintomas durante anos. No entanto, quando atingem proporções maiores podem comprimir estruturas vizinhas como nervos e/ou veias. A compressão nervosa determina sensação de formigamento, agulhada ou dor na perna e no pé. A compressão venosa origina edema (inchaço) na perna, podendo provocar trombose da veia, quando, então, além do inchaço, o paciente sente também dor.

Quando rompem, o que ocorre raramente, o doente sente dor intensa local e aparecimento de tumor local (hematoma).

As complicações mais freqüentes desses aneurismas são aquelas decorrentes de falta de circulação na extremidade como conseqüência de trombose do aneurisma (obstrução do vaso devido a coagulação do sangue no seu interior) ou de migração de coágulos, que se formam nessas dilatações, para as artérias da perna, obstruindo-as. Em qualquer dessas situações, mas particularmente quando existe trombose do aneurisma, há um alto risco de ocorrer gangrena da extremidade, com necessidade de amputação.

 

 Como se faz o diagnóstico?

Em grande número de casos o diagnóstico pode ser feito pelo simples exame, palpando-se a artéria poplitea e constatando-se que ela está aumentada de volume e com maior pulsatilidade. Quando há suspeita de sua

existência, mesmo que seja em apenas uma das artérias popliteas, deve-se investigar ambas as artérias com o ultrassom-doppler pois em 40% dos casos a doença é bilateral.

Além disso, o aneurisma da aorta abdominal se associa ao aneurisma da poplitea em cerca de 30 a 40% dos casos e por isso deve ser também pesquisado. O eco-Doppler mostra a extensão e as dimensões do aneurisma.

A arteriografia (cateterismo) ou a angiorressonância são exames úteis para se fazer o planejamento cirúrgico.

 

 Qual o tratamento?

O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado precocemente, de preferência antes que ocorram as complicações já citadas pois assim os resultados são muito bons. Uma ponte de safena é utilizada para substituir o segmento da artéria que está dilatado. Vinte e quatro horas após o ato cirúrgico o paciente já pode começar a se locomover e a dor no pós-operatório não costuma ser intensa, sendo controlada com o uso de analgésicos comuns. Não havendo intercorrências, a alta pode ser dada entre o S o e o 7o dias de pós-operatório.

A perna operada costuma inchar após a operação, o que pode ser controlado, de início, por elevação das extremidades; se o inchaço persistir por tempo mais prolongado, o uso de meia elástica pode ser necessário.

 

 

 Há necessidade de controles após a operação?

Sim, porque o paciente que é portador de aneurisma da artéria poplitea pode apresentar, ao longo do tempo, dilatação de outros segmentos arteriais. Nem sempre no exame inicial há aneurisma das duas artérias poplíteas; somente uma delas pode estar dilatada inicialmente, aparecendo o aneurisma na outra bem mais tarde. O mesmo se aplica ao aneurisma da aorta.